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17h15

ANÁLISE DO MERCADO DA SOJA – período de 11/05 a 17/05

As cotações da soja registraram fortes oscilações durante a semana. Após terem se elevado na sequência do relatório de oferta e demanda do USDA, anunciado em 10/05, o mercado despencou basicamente em função de fatores financeiros. O anúncio, no dia 11/05, de um prejuízo de US$ 2 bilhões no banco J.P. Morgan, somado ao aumento dos problemas econômicos na Grécia, Espanha e Itália, além do fato de que a França, sob novo governo, insiste em rever os acordos de austeridade econômica para a União Europeia, deram o tom do mercado durante estes últimos dias. Juntou-se a isso a continuidade do clima positivo nos EUA e o primeiro mês cotado em Chicago (agora julho), veio para US$ 13,90/bushel no dia 14/05. Naquele momento, em 14 dias, Chicago perdia cerca de um dólar por bushel. Posteriormente, ajustes técnicos melhoraram um pouco as cotações, com o fechamento desta quinta-feira (17) ficando em US$ 14,38/bushel. Porém, vale destacar que a cotação para novembro/12, momento final da colheita nos EUA, o bushel fechou a semana cotado a US$ 12,88, após novos e importantes recuos de Chicago nesta sexta-feira (18). Com isso, a diferença entre os preços atuais e os futuros volta a ficar ao redor de US$ 1,30 por bushel, num claro sinal de preços bem mais baixos até o final do ano em caso de safra cheia nos EUA.

Dito isso, os registros de exportação, por parte dos EUA, na semana encerrada em 03/05, somaram 1,83 milhão de toneladas, acumulando desde setembro/11 um total de 34,5 milhões de toneladas, contra 41,1 milhões em igual período do ano anterior.

Por sua vez, os embarques semanais dos EUA, na semana encerrada e 10/05, ficaram em 552.800 toneladas, acumulando desde setembro/11 um total de 30,5 milhões de toneladas, contra 37,4 milhões um ano antes.

Enquanto isso, o esmagamento em abril, também nos EUA, somou 3,58 milhões de toneladas, acumulando desde setembro/11 um total de 29,6 milhões de toneladas, contra 29,8 milhões em igual momento do ano anterior.

Nos três casos temos volumes menores neste ano, fato que deve pressionar para baixo Chicago no médio prazo. Particularmente se a nova safra estadunidense for normal. Todavia, no curto prazo o mercado ainda considera existir fatores altistas em Chicago, dependendo do comportamento do capital financeiro especulativo.

Em contrapartida, o plantio nos EUA continua acelerado, tendo atingido a 46% da área esperada no dia 13/05, contra 24% na média histórica. Em milho, o plantio alcançava 87% da área contra 66% na média histórica, enquanto o trigo de primavera chegava a 94%, contra 64% na média.

Paralelamente, na Argentina a colheita da atual safra de soja atingia a 79% da área até o dia 10/05, com a produção estimada ficando em apenas entre 41 e 42 milhões de toneladas. Os produtores argentinos, para esta safra 2011/12, diante dos elevados preços externos, aceleraram as vendas, atingindo a 52% do total em meados de maio, contra 43% em igual período do ano passado.

Pelo lado da demanda, a China confirma importações de soja em voluem de 4,88 milhões de toneladas em abril, correspondendo a uma alta de 26% sobre o comprado no mesmo mês do ano anterior. Sobre março passado o aumento é de 1%. No primeiro quadrimestre as importações chinesas somam 18,15 milhões de toneladas, com alta de 22% sobre o mesmo período de 2011. Para maio os chineses esperam importar 5,7 milhões de toneladas. Do total comprado nos primeiros quatro meses do ano, 7,64 milhões de toneladas vieram do Brasil, representando um aumento de 38% sobre o vendido para a China em igual período de 2011.

Ainda em termos mundiais, vale destacar que a produção mundial de girassol foi recorde em 2011/12, devendo ficar em 38,8 milhões de toneladas, podendo mesmo superar essa marca em 2012/13. Esses números se devem ao recorde de 8,2 milhões de toneladas produzidas na União Europeia e a uma forte produção na Rússia e na Ucrânia.

Enfim, os prêmios nos diferentes portos brasileiros fecharam a semana entre 72 centavos de dólar e US$ 1,14/bushel, enquanto no Golfo do México (EUA) os mesmos giraram entre 64 e 68 centavos de dólar e na Argentina (Rosário) entre 35 e 40 centavos.

Já no mercado brasileiro, o recuo em Chicago no início da semana foi compensado parcialmente pela nova desvalorização do Real, com o mesmo batendo em R$ 2,00 no dia 17/05. Assim, o balcão gaúcho fechou a semana em R$ 53,91/saco na média, enquanto os lotes oscilaram entre R$ 60,80 e R$ 61,30/saco. Nas demais praças do país, os lotes giraram entre R$ 55,30/saco em Barreiras (BA) e R$ 59,90/saco em Cascavel (PR). No mercado futuro da BM&F/Bovespa, o contrato maio/13 fechou a semana em US$ 27,40/saco, enquanto julho/13 ficou em US$ 32,00/saco.

Dito isso, a colheita no Brasil se encerrou definitivamente nessa primeira quinzena de maio.

Em relação aos preços futuros, os lotes no interior do mercado gaúcho registraram R$ 54,00/saco para maio/13. Em Goiás, o valor fechou a semana em R$ 51,50/saco para março/13. Na região de Brasília os valores, para o mesmo mês futuro, ficaram em R$ 48,50/saco. Em Minas Gerais, para abril/13, preços nominais a R$ 51,00/saco. Na Bahia, valores de R$ 48,50/saco para maio/13, enquanto em Tocantins o valor, para abril/13, esteve entre R$ 48,00 e R$ 49,00/saco.

Acima o gráfico da variação de preços da soja no período de 13/04 a 10/05/2012.
Fonte: CEEMA –Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário.

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