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10h16

PRESIDENTE DA COTRIJUI PARTICIPA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA NO SENADO

Em atendimento à proposição da Senadora Ana Amélia Lemos (PP-RS) e com a aprovação da mesa, o Presidente da COTRIJUI, Carlos D. Poletto, participou na quinta-feira, 04 de agosto, da audiência pública na Comissão da Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, para debater os impactos dos acordos internacionais sobre os produtos brasileiros, no âmbito do Mercosul, a qual teve a participação de representantes das cadeias produtivas da carne, leite, trigo, arroz e vinho.

A sessão foi Presidida pelo Senador Waldemir Moka (MS), o qual coordenou a mesa composta pelos Senhores, Carlos D. Poletto - Presidente da COTRIJUI, Daniel Godinho - Diretor do Departamento de Exportações do Ministério do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Rodrigo Santana Alvin - Presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite (CNA), Antonio Jorge Camardelli - Presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) e Carlos Raimundo Paviani - Diretor Executivo do Instituto Brasileiro do Vinho (IBRAVIN).

O Brasil domina os negócios de produtos manufaturados entre países do Mercosul, mas tem seu mercado invadido por produtos agrícolas dos parceiros do bloco, colocando em risco a produção brasileira. Para reverter esse quadro, a revisão do Mercosul foi defendida pelos convidados.

Para os participantes do debate, as normas devem ser diferenciadas por setores ou mesmo por produtos, tendo em conta as especificidades das cadeias produtivas. Se o Mercosul, de forma global, tem sido benéfico para o Brasil, alguns setores, como o agrícola, estão "pagando a conta", afirmou o representante dos produtores de trigo, Carlos Poletto, Presidente COTRIJUI - Cooperativa Agropecuária & Industrial.

“Um setor não pode ser penalizado em favor de outro, sob pena de colocar em risco toda a produção nacional” - observou.

No mesmo sentido, Rodrigo Alvim, presidente da Comissão Nacional de Pecuária de Leite da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), avaliou que o "surto de importações" de produtos agrícolas garante emprego e renda para produtores rurais dos países parceiros, em detrimento dos produtores brasileiros.

Na discussão do assunto, parte importante dos problemas do agronegócio brasileiro foi atribuída ao fato de o custo de produção no Brasil ser mais elevado que nos outros membros do bloco, por conta da alta carga tributária. Para que a produção nacional possa voltar a competir com os alimentos importados, os debatedores cobraram a desoneração da produção.

Outro problema apontado durante o debate foi a valorização do real frente ao dólar, dinamizando as importações e desestimulando a produção nacional. Os palestrantes citaram impactos da taxa de câmbio sobre a agroindústria e, em consequência, sobre a produção primária. Como exemplo, Carlos Poletto informou que o aumento de importações de farinha de trigo tem inviabilizado as indústrias instaladas no sul do país e reduzido o mercado para os produtores de trigo.

Após ouvir exposição de especialistas, que relataram as dificuldades por que vêm passando seus respectivos setores, a autora do requerimento para a realização do debate, senadora Ana Amélia (PP-RS), chegou a dar uma data para que o governo tome uma atitude concreta.

“O dever de casa é do governo. Vamos dar um tempo de duas semanas para acompanhar a evolução do que foi aqui tratado”, afirmou a senadora do Rio Grande do Sul.


Para Ana Amélia, os especialistas foram claros ao expor suas principais dificuldades: câmbio desfavorável para as exportações, com a desvalorização constante do dólar em relação ao real, e os acordos do Mercosul, que precisam ser revisados para evitar que o alto custo de produção nacional continue a prejudicar a capacidade competitiva brasileira.

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